O Início da Gestão Paulo Freire

Aos que fazem a Educação conosco em São Paulo (1989)

Ao assumir a Secretaria da Educação a convite da Prefeita Luiza Erundina, Paulo Freire dirigiu-se à rede municipal de ensino por meio de uma Carta, publicada no Diário Oficial de 1° de fevereiro de 1989, com o título "Aos que fazem a educação conosco em São Paulo". Nele, o grande educador expressava os objetivos de construção de uma escola “voltada para a formação crítica e para uma sociedade democrática”, que pudesse atender desde a criança pequena até o aluno adulto trabalhador. Pregava a não imposição de ideias, teorias e métodos, mas convidava as escolas a assumir um projeto pedagógico emancipador. Apresentava também a proposta de reorganização dos órgãos da SME para dar conta dessas tarefas e apontava formas de participação de professores, pais, alunos e comunidade.

Problematização da Escola:
A Visão dos Educadores, Educandos e Pais
(1992)


Em 1989, para a consecução dos objetivos do Movimento de Reorientação Curricular, as escolas puderam optar entre o desenvolvimento de um projeto próprio ou a adesão ao chamado Ação Pedagógica na Escola pela Via da Interdisciplinaridade. Para o desenvolvimento deste, formaram-se equipes nos diferentes Núcleos de Ação Educativa – NAEs, os quais, coordenados pela Diretoria de Orientação Técnica (DOT), com assessoria de professores universitários, trabalharam inicialmente com dez escolas piloto, e posteriormente com as 180 escolas (e 12 entidades) que aderiram a ele.

Ao mesmo tempo em que se desenvolvia o projeto, procurando refletir sobre suas etapas, em um processo de ação/reflexão/ação, as equipes de DOT e NAEs redigiram os Cadernos de Formação, que apresentamos a seguir:

Em 1992 foi publicado o documento sobre a problematização realizada em 1989. Parte desse documento já havia sido publicada anteriormente, sob o título “Problematização da escola: a visão dos educadores, educandos e pais”. Essa publicação deu sustentação para o desenvolvimento dos projetos em realização. Nela estava expressa a ideia da construção do currículo em processo, de forma participativa, partindo de uma análise crítica da escola realizada por seus agentes: educadores, educandos e pais.